Os problemas de mobilidade urbana e a paralisação de obras de transporte na Região Metropolitana do Recife foram tema do Grande Expediente Especial desta quinta. A proposta do debate foi do líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho, do PRB. Representantes da Secretaria Estadual das Cidades alegaram questões burocráticas para a maior parte das obras estarem paradas. O motivo seria a desistência do consórcio de empresas responsável pelos trabalhos, liderado pela Mendes Júnior Engenharia, o que resultou na necessidade de novas licitações. Mas Sílvio Costa Filho não ficou satisfeito e anunciou que vai encaminhar pedidos de informações detalhadas ao Governo.
“Iremos solicitar ao Governo um conjunto de pedidos de informação, marcaremos uma visita ao secretário das Cidades e solicitaremos oficialmente o cronograma com prazos e investimentos.”
Sílvio Costa Filho listou obras inacabadas e citou dados do Tribunal de Contas do Estado e da Caixa Econômica Federal comprovando o atraso nos serviços. Ele cobrou do Governo uma agenda de ações para os próximos três anos.
O secretário executivo da Secretaria das Cidades, Rui Rocha, justificou que a conjuntura econômica nacional prejudicou o andamento dos projetos em Pernambuco.
“Como houve paralisação de obras porque empresas quebraram ou se negaram a continuar a execução, nós tivemos que apurar os remanescentes, apuramos todos os remanescentes, e vamos licitar novamente essas obras.”
O assessor da Secretaria das Cidades, Maurício Pina, criticou a falta de apoio técnico do Governo Federal para a realização dos Planos Municipais de Mobilidade.E disse que o Governo de Pernambuco vai criar um Comitê Gestor para acompanhar os municípios da Região Metropolitana na confecção dos seus planos individuais.
A secretária executiva de Articulação, Ana Suassuna, explicou que o Projeto Navegabilidade teve problemas com licitações e depende da retirada de palafitas da comunidade dos Coelhos e adjacências que estariam atrapalhando o curso das obras.
Já o secretário especial de Mobilidade Urbana, Leonardo Cabral, destacou os trabalhos nos corredores Norte/Sul, que estão em andamento, e Leste/Oeste. Ele disse que está sendo realizado um levantamento de projetos remanescentes para identificar o que ficou prejudicado em razão da desistência do consórcio que estava à frente dos serviços.
O deputado Rodrigo Novaes, do PSD, fez um balanço positivo do debate.
“Algumas obras foram prometidas para o período da Copa do Mundo. Por conta dessa conjuntura que o país está vivendo nos últimos anos, de grande crise econômica, além dos entraves burocráticos, infelizmente essas obras não foram concluídas a tempo. Mas foi um debate importante para que a gente pudesse pontuar algumas situações.”
Participaram também do evento representantes do Dnit, do Consórcio Grande Recife e do Sindicato dos Servidores do Detran, entre outros. A Prefeitura do Recife não enviou representação.
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